Corinthians tenta espantar três fantasmas contra Nacional: mata-mata, Arena e pênaltis
O Corinthians vai a campo nesta quarta-feira para enfrentar o Nacional-URU pela oitavas de final da Libertadores. Mas, além de um rival ‘chato’ e possivelmente retrancado, os comandados de Tite ainda terão pela frente mais três fantasmas para espantar: o do mata-mata, o do retrospecto ruim em decisões na Arena e o da possibilidade de pênaltis.
E tudo isso preocupa Tite de uma maneira ou de outra. O ‘remédio’ para as duas primeiras coisas é o mesmo: o carinho da torcida. Nesta terça, o comandante fez um apelo para que o estádio não pegue no pé dos jogadores, mas os incentive do começo ao fim.
“Vou fazer um pedido – e não é sermão. Que o torcedor apoie essa equipe. Se não tiver paciência e compreensão, vai interferir. De cascudo só tem o Elias, o Cássio e eu. Apoie, esse é o pedido que eu faço. Carinho, apoio”, disse.
A questão começou a incomodar ainda mais após a eliminação surpreendente para o Audax na semifinal do Paulista. Em sete vezes que o Corinthians decidiu um mata-mata na Arena, só conseguiu avançar em três. E isso mesmo com um excelente retrospecto de 50 vitórias, 12 empates e só quatro derrotas desde a inauguração do estádio, em 2014.
Para os pênaltis, a estratégia é outra. Tite resolveu mudar completamente a forma como treina. E o curioso: ao invés de aumentar as cobranças nos treinos, resolveu diminuí-las.
“Mudou-se a metodologia. A sequência que era de cinco, seis cobranças fazia os goleiros começarem a pegar o hábito do batedor. E aí ao invés de aprimorar a cobrança, eles começavam a varia. Coloquei batidas alternadas e treinei pressão em rebotes, tanto ofensivos quanto defensivos. Esse ajuste nós fizemos. Tomara que tenha sido bom. Mas tomara que não vá para pênaltis”, disse, até abrindo um sorriso ao final da resposta.
A preocupação pelos pênaltis é clara. No total, já são nove cobranças em 2016 e apenas três acertos. Os erros já geraram uma derrota no clássico diante do maior rival, o Palmeiras, e depois a eliminação no estadual.
E, contra o Nacional, há a possibilidade de a decisão de quem avança ser feita de novo nos pênaltis – para isso, o jogo precisa terminar empatado por 0 a 0. Qualquer igualdade com gols fará os uruguaios se classificarem.
“Para poder classificar, teremos que ganhar. Vamos jogar de igual para igual e tratar de converter as chances que tivermos em gols para avançar”, avisou o capitão do time uruguaio, o zagueiro Diego Polenta.
“Temos que buscar a classificação no Brasil, sabendo que os gols que fizermos serão determinantes”, apontou o treinador Munúa, que poupou cinco jogadores titulares no compromisso do último final de semana pelo Campeonato Uruguaio – empate por 1 a 1 com a Sud América.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS X NACIONAL
Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 4 de maio de 2016, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (ARG)
Assistentes: Diego Bonfa e Cristian Navarro (ambos da ARG)
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Felipe, Yago e Uendel; Bruno Henrique, Elias, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Lucca; André. Técnico: Tite
NACIONAL: Conde; Fucile, Victorino, Polenta e Espino; Romero, Porras, Barcia e Ramírez; Nico López e Fernández. Técnico: Gustavo Munúa