Sem renovar, Luis Fabiano acalma os críticos: ‘Só mais seis meses’
Ao que tudo indica, a passagem de Luis Fabiano pelo São Paulo se encerrará mesmo em dezembro. Na tarde desta quinta-feira, o atacante afirmou novamente que não foi procurado pela diretoria – o que disse não mais incomodá-lo – e, em tom de brincadeira, pediu um pouco mais de paciência a quem o critica.
“Sempre vou ser o culpado pela minoria de alguma derrota. Mas, independentemente disso, a grande maioria incentiva, está do meu lado. Tenho que jogar por essa grande parte que sempre me incentivou. Os que sempre me xingam, que tenham paciência, faltam só seis meses”, disse, rindo, ao lembrar que foi apontado como vilão na eliminação para o Cruzeiro, nas oitavas da Copa Libertadores, quando errou uma cobrança na disputa por pênaltis.
“Todos os anos, praticamente, quando acontece alguma coisa, o culpado é o Luis Fabiano. De 180 minutos contra o Cruzeiro, joguei 20 e fui o culpado”, questionou.
“É (igual a) um casamento, amor e ódio, tem momento bom e ruim. Parte da torcida, a minoria, que a gente sabe quem é, não vai gritar meu nome. Estou mais do que acostumado. Fico chateado, sim, pela derrota, não porque vão me xingar, aplaudir ou gritar meu nome”.
Depois da queda precoce no torneio continental, há um mês e meio, o centroavante foi recebido com insultos no retorno de Belo Horizonte, no saguão do Aeroporto de Congonhas. Ameaçou reagir, mas rebateu os gritos de “pipoqueiro” apenas chamando os torcedores de “idiotas” em resposta para a imprensa. À época, por conta de declarações do presidente do clube, Carlos Miguel Aidar, cogitava-se que ele poderia rescindir o contrato de forma antecipada.
“Se meu ciclo acabar, será em dezembro. Nunca pensei em abandonar o clube. Se quisesse sair, eu realmente sairia. Porque o jogador, quando quer, consegue. Meu pensamento foi sempre cumprir meu contrato, a não ser que o presidente viesse, me liberasse, dissesse ‘pode ir’. Aí, é outra coisa. Mas isso nunca aconteceu”, comentou, nesta quinta-feira, aparentemente tranquilo a respeito de sua situação profissional.
“Não sei o que passa na cabeça da diretoria, também não estou preocupado, não estou desesperado para renovar. Não vou forçar nenhum tipo de renovação. As coisas têm que acontecer quando todo mundo está feliz. Se não me procuraram, é porque pensam algo que não me falaram ainda, mas isso não interfere em nada meu dia a dia”, assegurou o goleador são-paulino, com a promessa de se dedicar para sair campeão no final da temporada.
“Vou aproveitar o máximo possível, até o final do meu contrato. Fiz esforço muito grande para estar aqui. Pelo menos, vamos – se acontecer de sair no final do ano – sair com a cabeça erguida, feliz e da melhor maneira possível, da maneira mais digna possível. Isso vai me ajudar também em eventuais negociações futuras. Mas não é o momento para isso. Depois de dezembro, estarei livre. Vai ter tempo para procurar. Acredito que aparecerá algo, senão ficarei desempregado”, falou.
Antes de pensar em eventual transferência, Luis Fabiano e todo o elenco do São Paulo têm como próximo desafio o clássico de domingo, contra o Palmeiras. A equipe treinada por Juan Carlos Osorio (comandante que, a propósito, reanimou o centroavante) ocupa a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, um ponto abaixo do Sport.